Greve contra a Reforma da Previdência ganha força e novas adesões; vereadores ignoram movimento

Cerejeiras (RO) – Centenas de trabalhadores marcharam nesta sexta-feira (17) pelas ruas de Cerejeiras em protesto contra a Reforma da Previdência Social.
Em seu terceiro dia, a greve deflagrada pelos profissionais em educação teve início na última quarta-feira,15, mobilizando todo o estado. Na passeata desta sexta-feira, o movimento ganhou força e novas adesões populares, com a presença de estudantes, trabalhadores rurais, aposentados, comerciantes, desempregados e demais servidores públicos.
Embora o protesto tenha ganhado força, apenas o vereador Valdecir Sapata (PSB) esteve caminhando ao lado dos trabalhadores, sendo que os demais parlamentares ignoraram a causa.
Segundo lideranças do movimento, a greve é por tempo indeterminado, mas pode terminar no próximo dia 28 de março, quando deve acontecer a primeira votação da PEC 287/16 na Câmara Federal. “Se os deputados rejeitarem a proposta, não há motivo para continuarmos “, explicou o diretor do Sintero, professor Luiz Alberto.
Nesta segunda-feira (20), os trabalhadores se reúnem novamente para avaliar o movimento. Por outro lado, em Porto Velho, acontece uma reunião com os deputados federais para que os parlamentares se comprometam a votar contra a aprovação da reforma.
O movimento convidou todos os deputados federais para um encontro a ser realizado na sede do Sintero. Na ocasião, os parlamentares serão convidados a assinar um termo de compromisso em votar contra a aprovação da reforma.

Se aprovada, a reforma pode significar o fim do direito à aposentadoria para muitos brasileiros, segundo especialistas.
O argumento do presidente Michel Temer, ao propor a emenda à Constituição Federal, é cobrir o chamado déficit da Previdência, estimado em R$ 149 bilhões de acordo com o Ministério da Fazenda.
No entanto, ao propor maior contribuição dos trabalhadores, a reforma proposta não leva em consideração os mais de R$ 426 bilhões que grandes empresas devem à Previdência Social, segundo dados da Procuradoria Geral Nacional da Fazenda (PGNF).
Esse montante, que representa mais do que três vezes o valor do déficit, é a soma das contribuições descontadas dos salários dos trabalhadores e recolhidas pelas empresas, mas que não são repassadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com estimativa da PGNF, 3% das empresas devedoras correspondem por mais de 63% da dívida previdenciária. Entre elas, grandes companhias, como o banco Bradesco, a indústria de alimentos JBS, a mineradora Vale, e no estado de Rondônia a empresa Eucatur.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Eraldo Morais

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